Poesia em nutrição


Por Erika Checon Romano, nutricionista

Não gosto dos nomes novos que dão para dietas velhas, não gosto da saúde falsa travestida de marketing para vender milagres nutricionais. Não gosto de alimentos "que funcionam" e se julgam melhor que os outros. Não gosto da indecência que se torna cada passo das noticias criadas para atrapalhar o avanço no conhecimento da ciência da nutrição. Gosto do pão na mesa, do prazer da mordida, de saborear cada pedaço do meu bolo de chocolate. Feito de chocolate mesmo, não de alimentos parecidos que lembram o sabor, mas que enganam a vontade e que terminam a refeição com o sorriso amarelo do comi parecido, parece que estou tristemente satisfeita.

Porque comer é assim. Um descanso da alma, um afeto diário, um piquenique despretensioso. Um abraço e um sorriso no meio da refeição preenchida de calor humano. A lasanha da vó, o pudim cremoso de leite da tia, o bolinho de chuva com açúcar e canela. Os doces repartidos pelas crianças no meio de tardes de brincadeiras. Parece que a vida ficou esquecida diante tanta proibição e culpa.

Então o que fazer? Critique milagres demais, não compre falsas promessas, não discuta dietas novas. Discuta receitas gostosas, coma com prazer, curta seu corpo e pratique atividades prazeirosas. Comer normal não é fazer dieta. Comer normal é fazer poesia com o alimento, ouvindo suas necessidades e vontades, rimando paladares, aromas e essências. Da vida.

Avalie o seu comportamento em relação a alimentação. E seja feliz!

Autor Redação Genta

Equipe de Redação do Genta

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